A dicotomia digital é um entrave para a Inteligência Artificial?

dicotomia

di·co·to·mi·a

sf
 
1 Classificação em que se divide cada coisa ou cada proposição em duas, subdividindo-se cada uma destas em outras duas, e assim sucessivamente. 
 

 
 
Desde seus primórdios, o desenvolvimento de sistemas se baseia em condições binárias, true ou false, if then else ou os famosos losangos que representam a decisão em um fluxograma.

File:Fluxograma das Eliminações por Consenso em 2017.svg
exemplo de fluxograma

Recentemente, temos visto crescente uso de bots e outras ferramentas colocadas nas interfaces com o cliente que automatizam o relacionamento com as empresas e serviços públicos.  
 
É praticamente unânime que a substituição do atendente pelo robô deixa muito a desejar em dois aspectos principais:  
 
  1. Na identificação inicial dos temas que o usuário está propondo na interação: Não basta entender o significado das palavras isoladamente, mas entender o contexto das palavras usadas pelo interlocutor para identificar qual objetivo do usuário naquela interação.  Normalmente, o sistema de automação usa um repertório bem restrito com um conjunto limitado de situações e propõe um menu de temas com respostas padronizadas;
  2. Na avaliação das possíveis respostas ao problema proposto: Uma vez que o tema proposto pela pessoa que está interagindo foi devidamente (ou indevidamente) identificado pelo bot, vem a etapa de respostas ou orientação que o sistema fornece para o usuário.  Essa é a etapa mais crítica porque a dicotomia reina e os bots não conseguem avaliar todas as combinações de proposições para encontrar a melhor resposta para o usuário.

O mundo digital é binário não só no armazenamento de dados, mas também nos conceitos.  Será que precisa realmente ser assim até hoje?

Do ponto de vista psiquiatria, o pensamento dicotômico é uma distorção cognitiva e é caracterizado pela percepção de que existem somente duas alternativas para cada situação sem considerar as outras possibilidades.  Assim, na hora de substituir um ser humano por uma máquina que aplica esse princípio binário, o usuário tem a percepção de que está sendo atendido por uma pessoa com problemas cognitivos.  Então a minha provocação é: 
Vamos pensar fora da caixa e abandonar o tradicional losango para avançar no novo panorama digital?
Afinal, não é assim que as pessoas pensam e a inteligência artificial nunca será reconhecida com as suas imensas possibilidades.
 
Imagino que o leitor deve estar se perguntando como a Lab245 trata esse assunto.  Quando a primeira versão do Folder245FlowBuilder foi concebida, a equipe do projeto decidiu usar uma notação para representar regras de tramitação de forma mais natural.  Essa forma já era adotada por outras plataformas há alguns anos, mas tinha como obstáculo implantar a automação desses processos usando os mecanismos disponíveis na época. Atualmente a modelagem usa notação natural com automação integrada e a caçula da família, Magali Robot, acrescenta o recurso de interpretação de linguagem natural.
 
O Folder245BPM, ferramenta de modelagem e automação de processos, permite a programação de regras de decisão com combinação de condições entradas permitindo inúmeras possibilidades de destino nas regras de negócio e também admitindo paralelismos, divergências, parada de processos e até indefinição programada.      

A Magali Robot analisa conteúdos complexos para enquadramento de contextos que localiza e classifica mais precisamente uma frase, colocação ou documento.

Essas duas ferramentas juntas são muito poderosas e conseguem reproduzir melhor o trabalho do ser humano nas atividades corporativas.



 

 



Comentários

Postagens mais visitadas